terça-feira, 15 de novembro de 2016

Deserto do Atacama - Chile


Nossas férias do segundo semestre de 2016 foi uma aventura, acho que foi a viagem mais inusitada até hoje!!! Depois de três dias em Santiago, seguimos para o Deserto do Atacama em voo partindo do aeroporto internacional em Santiago até Calama, duração em média de duas horas e depois mais uma hora em média também até Atacama. Ficamos cinco dias em Atacama, mas não conseguimos conhecer tudo do lugar, então o ideal é ficar de sete a dez dias, para fazer os principais passeios com mais tempo de descanso entre um e outro e também para ter disposição para fazer mais passeios distantes. Apesar de ficarmos só cinco dias, fizemos os passeios principais, mas ficamos muito cansados, o corpo sente muito, principalmente para quem não está com o preparo físico em dia, que era nosso caso, sedentários. Atacama é admirável, a cada passeio a expectativa era diferente e eu sempre me surpreendia!! Preparem-se para sentir muito frio, muito calor, altitude, secura do ar, mas tudo muito válido pelas belíssimas paisagens!!! O publico em Atacama é bem variado, tem família, casal e muitos mochileiros. 
Uma observação importante para a hora de comprar o voo é escolher o lado certo para ver do alto as cordilheiras, ou seja, na ida escolha assentos do lado direito e na volta do lado esquerdo. Tivemos sorte que ainda tinha um pouco de neve, é uma bela vista!! 
Aposto que ficarão com vontade de conhecer Atacama só de ver e ficar sabendo um pouquinho de lá!!! Ah.. preparem-se financeiramente, os gastos em Atacama não são baixos. 

Vamos às dicas.

Transfer Andino: Para o transporte do aeroporto em Calama até Atacama contratamos a empresa Transfer Andino, ela fica no aeroporto mesmo e é muito segura. Reservamos antes de chegar, mas muita gente compra na hora. Já aproveitamos e reservamos a volta. Se reservar a volta junto com a ida tem um bom desconto, então pode reservar sem problemas, a empresa foi pontual e as vans são novas e com ar condicionado. A ida e volta ficam no valor de 15 mil pesos.

Hospedagem: 
A hora de escolher a hospedagem é muito importante, porque muitos falam da falta de água quente e de aquecedores ou ar condicionado. Dependendo da época que for deve-se observar esses itens. Existem poucas opções de hotel em Atacama, a maior parte são hostels, uns maiores, mais perto ou mais longes da rua principal Caracoles. A dica é escolher um lugar com ar condicionado, aquecedor e com água quente porque a temperatura do deserto varia muito, e que seja próximo à Rua Caracoles, onde ficam localizados os restaurantes, lojas, mercadinhos, farmácias com caixas eletrônicos e tudo mais que tenha em Atacama, não que lá tenha muita coisa, rsr. Importante não ficar muito longe porque as ruas são escuras a noites, pode ficar ruim para voltar para o hostel. Depois de muitas pesquisas, escolhermos o hostel Kirckir.

Hostel Kirckir: Hostel familiar, não permite festas e nem falar alto durante a noite. As camas são ótimas, não tivemos problema com falta de água quente em nenhum dia, tem aquecedor e ar condicionado, tv a cabo, internet wife ótima, tem piscina também, no verão deve ser bom, como fomos no invernos, nem pensamos em usar a piscina. O serviço de quarto é bom, trocam as tolhas e arrumam os quartos todos os dias. O café da manhã é simples mas gostoso, com pão, presunto e queijo e panquecas e nos finais de semana tem omeletes, mas a omelete tem que pedir para fazer porque não avisam que esse dia vai ter. Nos dias que saímos para os passeios antes do horário do café, eles preparam lanche para levarmos com suco, bolinhos e barrinhas de cereais, achei muito atencioso da parte deles, mas parece que outros hostels também fazem isso. Além de uma ótima acomodação, está a 5 minutos de caminhada da rua Caracoles, tem um mercadinho do lado, o que ajuda muito porque precisamos comprar muita água e lanches para levar nos passeios. O dono do hostel está smepre presente, muito atencioso e nos ajuda em tudo que for preciso. O hostel oferece também serviço de passeios, nós fechamos todos os passeios com eles e foram todos ótimos, com a vantagem de pagar no cartão de crédito ou um desconto se pagar no dinheiro. As agências de turismo não costumam aceitar cartão de crédito e nem dar desconto no pagamento em dinheiro. Conheci gente que ficou em hotel caro e que teve que dormir no chão de tão ruim que era o colchão da cama, então, fica a dica, em Atacama é importante ver todos os detalhes para reservar a sua hospedagem. Pesquisem as avaliações do Booking e Triadvisor, além do meu blog, é claro rsrsrs .

Restaurantes
Sinceramente, culinária não é o forte de Atacama, opte sempre pelo básico e corra das quinoas, eles acham que sabem fazer quinoa, mas não é verdade.

Delicias Del Carmen: foi a nossa opção do primeiro dia, foi indicação do dono do hostel e como eu já tinha lido em alguns blogs sobre o lugar, não perdemos muito tempo pesquisando, fomos direto lá, até porque estávamos com muita fome. O restaurante serve pratos executivos e também algumas opções a la carte. No almoço tem também o menu da casa que é mais barato, então você escolhe a carne e um acompanhamento,escolhemos bisteca e lomo, o lomo seria tipo o nosso filé mignon, mas não tão macio, não sei qual carne exatamente seria, todos pedidos vem de entrada uma salada. O preço foi em média 30.000,00 pesos, R$150,00, isso mesmo, para dois pratos executivos e duas coca colas. Esse é o preço médio no Atacama, não varia muito de um restaurante para o outro. Não aceita cartão, somente dinheiro.

Lola: Lola foi o restaurante/bar mais animado de Atacama que conheci. Lá sevem algumas entradinhas com pães, jantar e lanches, tem vinhos, coquetéis e cervejas. Fomos lá mais de uma vez, provamos uma entradinha com pães, empanadas e a pizza, já comi empanadas e pizzas melhores, nos dois dias tomamos vinho. No dia que comemos a pizza, o Lola era a nossa única opção, porque formos jantar tarde, 22:30, por causa do retorno tarde de um dos passeios e não tinha mais nada aberto, estava literalmente deserta a Caracoles. Alguns dias tem Karaokê e os clientes cantam, fica bem animado, mas não tivemos coragem de cantar, ficamos só observando. O publico é na maior parte de jovens solteiros e um pouco de casais. Sempre terá um gato em alguma parte do restaurante, cuidado para não sentar em cima de um, eles gostam de deitar nas cadeiras. A conta de cada dia no Lola foi em média R$100,00 para o casal. Aceita cartão de crédito e débito. 

La Casona: Restaurante tem opção de menu com entrada, prato principal e sobremesa com valor em média 10.000,00 pesos por pessoa, R$50,00. Almoçamos lá duas vezes. Além da opção de menu, tem as opções a la carte que são mais caras. Não é todo dia que o menu vale a pena, tem dia que são coisas muito diferente e não quis arriscar, inclusive eu não gostei nada da crema de choclo (sopa de milho), então não indico essa opção de entrada, mas como o prato principal valia a pena, a minha opção era salada de língua ou sopa de milho. o segundo dia  não optei pelo menu, comi sanduíche de carne de lagarto, mas o Carlos escolheu o menu do dia com brusqueta e salmão assado. Um casal de brasileiros que conhecemos almoçou com a gente e pediram costela de boi, o prato vem muito bem servido, dá para duas pessoas.  O local é agradável e a comida muito boa, mas peca no atendimento. Outro problema é falar que aceitam cartão Visa Internacional e na hora de pagar a conta a máquina não aceita. Sempre bom ter outra opção, cartão MasteCard ou dinheiro porque isso é normal no Chile, aconteceu com a gente umas 4 vezes, por fim descobrimos que tem um tipo de máquina que aceita o Visa e outras não.


Bendito Desierto: Jantamos no Bendito Desierto por ser conhecido pelas carnes selvagens, estilo rustico, com mesas de madeira e paredes de barro, no entanto foi uma decepção. O restaurante estava muito vazio e o que queríamos não tinha, que era carne de javali e a sopa de peixe. Mudamos nossa escolha então para risoto de quinoa com camarão e lula, que estava muito enjoativo e podia contar os camarões, de tão pouco e o Carlos pediu carne de lhama, que estava mais seca que o normal, parecia até velha. Não sei se demos azar ou o restaurante está em decadência mesmo. Então, se tiver interesse de comer carnes exóticas lá, pergunte se tem antes, caso contrário, procure outra opção. Aceita cartão de crédito e débito. 

La Terrasa: Foi um o local de um dos nossos jantares, gostei bastante. Bom atendimento, o lugar é pequeno e costuma ter lista de espera a noite. Não lembro de ter opção de menu a noite. Neste dia optei por uma massa, um canelone, estava muito gostoso e o Carlos lomo, que também não estava macio, mas estava gostoso acompanhando o risoto. Aceita cartão de crédito e débito.

 

Adobe: Fomos no Adobe duas vezes e no mesmo dia, almoço e jantar. No almoço escolhi meluza a lo pobre, e Carlos escolheu kafta de cordeiro, com quinoa, dessa vez assertaram a quinoa. Este prato "a lo pobre" é tipico do Chile, é o frango, boi ou peixe, com muita batata frita e um ovo frito em cima de tudo, é muito bom. A noite jantamos espaguete com molho de tomate, alho, manjericão e queijo, que estava uma delicia e muito bem servido, e Carlos de novo foi de lomo, dessa vez com roquefor e de sobremesa comemos profiteroles com sorvete. Indico muito esse restaurante, comida e atendimento ótimos, não é atoa que a noite sempre tem fila de espera. O único problema é que a noite tem uma fogueira no meio para aquecer o ambiente, no entanto a fumaça entra nas partes cobertas e você sai de lá todo defumado.

 


Sorveteria BabaluNão tem tantas opções de sorveteria em Atacama, a Babalu é pequenina mas está sempre movimentada, como alguns nomes dos sabores são desconhecidos para nós, eles deixam você provar alguns sabores. O sorvete é gostoso, acho que é uma boa indicação.

Passeios


Geyser el Tatio: foi o nosso primeiro passeio, começamos em grande estilo! Acordamos 4 horas da manhã e a van nos pegou para o passeio às 5, são 200 km até o destino. O passeio inclui a ida até o Campo Geotérmico, Piscina Termal e o Povoado de Machuca. Foi o frio mais rígido que já peguei -13 graus,para este dia é importante ir com roupas próprias, eu não tinha uma calça térmica e mesmo com três calças, ainda senti muito frio, os dedos congelam segundos que ficamos sem as luvas. Além do frio tem a altitude, então não tome um café pesado, nós deixamos para tomar o café que é oferecido pelo passeio, porque a chance de enjoar no caminho e lá também, é grande. Muito importante levar bastante água, indico isso para todos os passeios, mas para esse mais ainda que a altitude deixa a boca muito seca, mas quando sentimos a boca seca é porque o organismo já está sentindo, então temos que ir tomando água durante todo o passeio em pequenas quantidades para não enjoar. O passeio começa muito cedo,  para conseguirmos ver os geysers em erupção, é fantástico e muito interessante, mas cuidado, não vai se empolgando, respeite as áreas de segurança demarcadas, a temperatura da água que sai é altíssima, e ao mesmo tempo que está muito frio, é preciso ter cuidado para não se queimar. Após observar os geysers, seguimos para o café da manhã e sol está começando aparecer,  café da manhã com geleia, biscoitos, café, leite e chá e também pão com ovos mexidos e queijo. 
Após café da manhã, fomos para a piscina termal, realmente é quentinha a água, mas o problema é o frio ao sair da água, me arrependi de não ter entrado, mas o frio na hora não deixava outra opção, como não tem muita estrutura de vestiários para trocar de roupa, uma dica muito importante é levar um roupão, assim fica mais tranquilo para sair da água, tem agências que cobram mais caro só por causa deste roupão, mas enquanto uns aproveitavam a piscina termal, admirarmos a paisagem, o vulcão, as montanhas com neve e tudo mais ao redor. Acho que o passeio podia sair um pouco mais tarde, ao menos uma hora, assim na hora da piscina já teria sol e animaria mais as pessoas de entrar na piscina.



Povoado de Machuca: Após o Geyser, seguimos para o  essa hora já está esquentando, então é importante estar com uma camiseta por baixo do agasalho, tiramos fotos com lhama e comemos um churrasquinho que dizem ser de lhama mas eu duvido, apelidei o churrasquinho de "vacalhama", rsrs, mas achei estranho terem uma quantidade tão grande de carne de lhama se falaram que é proibida a sua caça, e teriam que ter uma criação muito grande de lhamas para oferecerem tantos churrasquinho de lhama, então acho que é vaca mesmo, mas além do churrasquinho tem uma lugar para comprar bebida e pastel. Para tirar foto com a lhama Elisa, é necessário pagar 1000 pesos, e não tente tirar foto sem pagar porque ela é treinada e só faz pose para foto após um comando do seu dono. No caminho de volta paramos para tirar fotos de algumas lhamas e de um lago com flamingos, quem vai por conta própria de carro a viagem deve ser mais demorada e interessante, já que você pode parar quando quiser e demorar o tempo que puder.


Para esse dia, considerando os geysers e povoado de machuca, é importante ir bem agasalhado para um frio extremo, luvas e tocas são importantes, levar e beber água, levar um mochila com boné, roupa de banho, roupão, toalha, óculos de sol e protetor solar. O passeio custa em média 30.000 pesos incluindo o valor da entrada nos Geysers que é pago a parte e em dinheiro. Fechamos o passeio no Hostel.

Salar de Atacama, Lagunas Altiplánicas e Piedras Rojas ou Salar de Talar: é um passeio belíssimo e dura o dia todo também. As Pedras Rojas foi o meu passeio preferido em Atacama, são lindas as pedras rosas com a vista do vulcão cheio de neve e ainda o salar de talar com os lagos de cor verde claro congeladas!!!! Neste dia, o café da manhã, foi durante o passeio, e o almoço também. O café da manhã foi na primeira parada, em uma das primeiras lagunas altiplánicas, com muito frio e vento, o café tinha chá quentinho, café com leite, ovos mexidos, bolos e pães. Ficamos um tempo nesta primeira lagoa e seguimos para a próxima lagoa após o café da manhã. Seguindo o passeio, pegamos a van e seguimos para às Pedras Rosas, ficamos por lá uma hora e poucos conseguiram ficar lá por causa do vento que é muito forte e
intensifica o frio, mas eu e Carlos conseguimos, na verdade nem sentimos uma hora passar, eram tantas fotos e tanto a admirar que quando assustamos, só faltava a gente a voltar para a van. Durante o caminho para o Salar do Atacama fizemos algumas paradas para ver os animais, lhamas, vicunhas e coelhos e paramos também para almoçar no Santiago Cocineira, o almoço era simples mas estava bem gostoso, foi melhor do que eu esperava, tinha sopa de entrada, arroz com frango e pêssego em calda de sobremesa. Após almoço, conhecemos o Salar de Atacama, lugar todo de sal onde moram flamingos e outras aves, é surpreendente, por onde olha tem uma infinidade de sal, e é sal mesmo, Carlos fez questão de colocar a língua para ter certeza, mas não façam isso, não é nada seguro, já que o sal ali exposto é muito sujo. Nessa hora já estava calor, o sol muito forte, queimando bastante. Para esse passeio indico ir com roupa de frio e com uma malha por baixo caso esquente, se tiver é bom levar aquelas blusas com proteção UV, boné e protetor solar. Ah e levar água também.




Termas de Puritana: Em nosso quarto dia em Atacama, fomos fazer o passeio mais relaxante da viagem! Apesar de falarem para não irmos por estarmos no inverno e que não valia a pena porque sentiríamos muito frio ao sair da água, nós fomos e adoramos!! É uma delicia de passeio, com duração de meio dia, saímos às 9 horas e retornamos as 13:30. Termas de Puritana são piscinas naturais com a água na temperatura de 32°, ou seja, é muito bom, nem percebemos as horas passarem, ainda demos sorte que não estava lotado e deu para aproveitar bem as piscinas, e para variar tinha muitos brasileiros, oportunidade também para conversar e conhecer outras pessoas. Caso queira fazer um lanche, no local tem lugar para fazer refeições, inclusive tem agências de turismo que vendem o pacote mais caro por ter um lanche, mas acho desnecessário porque retornamos na hora do almoço, alguns também cobram mais caro porque oferecem roupão de banho para usarem, realmente o roupão é útil, mas você pode levar o seu, não precisa pagar mais caro por isso. Ao sair da água da um friosinho mas nada desesperador, até porque a hora que a gente sai da água já está mais quente e não sentimos tanto frio, já para entrar é mais difícil, mas o frio é questão de segundos, a água é muito quentinha. Então para esse passeio sugiro levar toalha, roupão, roupa de banho e protetor solar.Passeio indicado para qualquer idade. A entrada nas termas custa 15 mil pesos.



Vale de La Luna e pedra do Coiote com pôr do sol: No mesmo dia que fomos nas Termas de Puritana na parte da manhã, fomos a tarde no Vale de La Luna. Esse passeio é bem cansativo e pede um bom preparo físico, não que alguém com pouco preparo físico não pode ir, mas vai sentir bastante o passeio, que foi o meu caso, mas não indico para idosos. Começamos o passeio com entrada na gruta que por sinal não tem nada de mais, simplesmente uma passagem que foi se formando com o sal e que tem partes que precisamos passar rastejando, no Brasil existem grutas muito mais bonitas, caso opte por não ir, não faz falta alguma, a não ser pela paisagem que vimos ao sair da gruta, já que a saída é no alto do vale. Após a gruta, pegamos novamente a van e seguimos para o destino principal, o Vale de La Luna, que tem esse nome porque do alto parece realmente a lua. Chegamos então ao destino principal, hora de subir um duna enorme de areia, essa hora sim deu para ver o que é estar no deserto, detalhe, levamos menos água do que pensamos precisar e não tem lugar nenhum para comprar. É uma boa subida com o sol queimando a sua cabeça e sua pele, o boné neste passeio é essencial. Após a caminhada temos a recompensa, a linda vista de cima das dunas de areias é maravilhosa. Muito importante neste passeio ir com blusa de manga com proteção UV, boné, protetor solar, óculos escuros, muita água e umas barrinhas de cereais, ou frutas para repor a energia. Para entrar no Vale de La Luna tem que pagar 3 mil pesos.


Seguindo o passeio, fomos para o destino final, ver o pôr do sol na pedra do coiote. Nesta hora já estávamos exaustos, mas queríamos muito ver o famoso pôr do sol de Atacama. Chegamos bem na hora e é um momento lindo, o sol vai desaparecendo bem devagar e ficando com a cor de fogo cada vez mais forte e junto o céu vai escurecendo.


Esses são os principais passeios de Atacama, mas existem muitos outros que devido ao pouco tempo não pudemos fazer, mas que também dizem serem ótimos, que é a caminha até o vulcão, o Vale de La Muerte e o passeio noturno para ver as estrelas, Atacama é conhecido também por ter o céu mais estrelado, e para quem gosta de mais aventura ainda, tem a travessia do Salar de Uyuni, muito famoso também.

Nosso tempo no Atacama foi muito bem aproveitado, no último dia optamos por ficar na cidade, já que a tarde iriamos embora. Conhecemos a igreja, a praça e s cães de Atacama, muitos cães, mas todos têm suas casas e estão bem cuidados, acho que ficam passeando durante o dia e comendo uns petiscos dos turistas. Aproveitamos o último dia para comprar souvenires de Atacama, tem muitas opções mas poucos aceitam cartão, indico irem em um conjunto de lojas que ficam bem no inicio da Caracoles, é como se fosse uma galeria com varias lojas, e a primeira loja logo na entrada a direita aceita cartão e tem um atendimento muito bom!




Então essa foi a nossa viagem ao Deserto do Atacama e indico a todos conhecerem esse lugar, é muito bonito, surpreendente e diferente de tudo que já conheci.

Próximo post??? ainda não sei, talvez retome o que ainda falta da Itália ou o restante dos nossos dias no Chile!!! Aguardem!!!!


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Itacaré - Bahia

Nossas primeiras férias de 2016 foi para a tão falada Itacaré. Ficamos 5 dias em Itacaré e 1 dia e 1 noite em Ilhéus.
No incio ficamos um pouco receosos de ir para Itacaré por causa do surto do zika vírus na região, mas a vontade de conhecer o lugar falou mais alto e fomo assim mesmo, é claro que a mala foi com bastante repelente!!!
A ida para Itacaré foi bem tranquila. Pegamos um voo direto até Ilhéus e seguimos para Itacaré de táxi. O táxi foi indicação da pousada que ficamos, e pagamos R$150,00, é um valor médio que é cobrado normalmente, mas é sempre bom ter uma indicação. Tem a opção de pegar um ônibus na rodoviária de Ilhéus, mas não acho que vale a pena, a economia deve ser pouca. Quando chegamos em Itacaré ficamos um pouco assustados porque o centrinho é bem feio e a primeira praia de Itacaré é muito feia, mas logo conversamos com o recepcionista da pousada que nos tranquilizou e deu boas dicas.
Ilhéus não tem muito o que fazer, mas ficamos em uma ótima pousada e conhecemos o centro histórico, famoso pela Gabriela, Maria Machadão, Bataclã e o quibe do Nacib.

Vamos então às nossas dicas!!!! 

Pousadas:

Pousada Abaré - Itacaré: Excelente pousada, aconchegante, com quartos grandes, com varanda e rede, com frigobar com bebidas a custo justo, ar condicionado split e tv a cabo. Os serviços de quarto são ótimos, limpam os quartos e trocam as toalhas todos os dias. No café da manhã tem grande variedade de pães, bolos e tapiocas, além do café da tarde que tem bolo e biscoitinhos com café e chá, achei uma grande gentileza. Teve dia que chegamos famintos dos passeios e o cafezinho da tarde nos salvou para esperar até o jantar. A pousada tem uma área da piscina muito gostosa com espreguiçadeiras de madeira e a água sempre morna devido ao calor que faz nessa Itacaré!!! 
Não posso esquecer de falar o gentil e atencioso Carlos, dono da pousada que estava sempre pronto para ajudar e que no dia do jogo do Atlético liberou o canal do jogo para assistirmos no quarto, porque era um canal que ficava liberado somente na sala de TV na área comum da pousada.
Único problema que tivemos, mas não é culpa da pousada, foram os pernilongos, Itacaré tem pernilongo demais, e eles não morrem nem com remédio, sem contar que como o pé direito do quarto era muito alto e com teto de madeira, ele ficavam acima de onde alcançávamos para jogar o remédio, a solução foi pedir para não limpar o quarto, para evitar que eles entrassem, então começaram a limpar sem abrir as janelas e com a porta fechada.
A localização da pousada é ótima. Ficando a 2 quarteirões da rua principal, onde ficam os comércios, lojas e restaurantes.

Pousada dos Hibiscus - Ilhéus: Ficamos somente uma noite. A pousada está localizada na região de praia da Ilhéus, mais perto do aeroporto, a 10 minutos do centro, se for de carro. A pousada é de um estrangeiro, possui estacionamento, restaurante e uma ótima área de piscina de frente para a praia, muito bem cuidada e bonita. Os quartos são mais simples, possuem ventilador e ar condicionado, no entanto o ar condicionado é bem barulhento. O café da manhã é bem fraco, sem opções. Vale muito a pena pela área da piscina e por estar de frente para a praia, mas se for ficar mais dias, não acho que dá pra dormir com ar condicionado tão barulhento. O restaurante serve almoço e jantar e possui serviço de bar na piscina, pontos positivos, apesar de que dependendo do que for querer almoçar o pedido deve ser feito no dia anterior e a janta o pedido deve ser feito na hora do almoço. 

Restaurantes, bares e barracas de praia:

Itacaré tem muitas opções de restaurantes e a grande maioria muito bem avaliados. Não posso dizer o mesmo de Ilhéus, que não agradei com nada que me foi indicado.

Itacaré

Manga Rosa: Nosso primeiro almoço logo na chegada à Itacaré foi no Manga Rosa, indicação de uma colega de trabalho e também da pousada,. Valeu a indicação e demos sorte que no dia todos restaurantes estavam servindo lagosta, parece que não é comum a pesca na região então não é sempre que tem ela fresca, e claro adoramos. Escolhemos então a lagosta grelhada ao molho tailandês,  que acompanha salada e arroz. Ponto negativo são alguns mosquitos e só vender cerveja long neck. O preço dos pratos são justos. Indico pra ir uma vez.

Cantina D'Itália: O que nos levou a este restaurante foi por estar cheio e pelos pratos de macarrão que vimos serem servidos, além do preço. É um restaurante mais simples, tem cerveja bem gelada de 600 ml, tem opção de massas e pizzas a la carte ou rodízio, então resolvemos arriscar o rodízio por R$28,00, com vários tipos de massas e de pizzas, boa opção pra quem tem muita fome e pouco dinheiro. Acabei comendo de gula para experimentar as massas, algumas boas outras nem tanto,mas não voltei mais. Tirando o cantor que ficava lá, bem desafinado, acho que é uma boa opção dependendo das condições e da fome também, caso contrário, Itacaré tem opções melhores.

Flor do Cacau: O melhor custo beneficio de Itacaré! Um restaurante muito simples mas que chamou a atenção por estar sempre cheio, no almoço e no jantar. Para confirmar consultamos se era bem avaliado na internet e estava muito bem avaliado!!! Almoçamos e jantamos algumas vezes lá, o nosso pedido predileto foi a moqueca de camarão, é perfeita, vem bastante camarão e acompanha um pirão delicioso, arroz, farofa de banana, feijão se quiser e salada. As refeições são muito bem servidas, os pratos para 2 pessoas, servem muito bem até 3 adultos. O forte do restaurante são os frutos do mar, mas também servem carne de boi e frango.Aceita cartão, não cobram 10% e tem cerveja de 600 ml.

Divino:Um restaurante mediano. Jantamos um prato chamado camarão bailandes, um prato muito bem servido de camarões rosa em uma cama de purê de banana da terra e molho de gengibre e mel. O atendimento poderia ser melhor, inicialmente estávamos sendo atendidos por uma atendente com a cara muito ruim, mas acho que perceberam o mal atendimento e trocaram a atendente. O dono estava presente e para variar é um estrangeiro. Aceita cartões de crédito e débito.

Espaço Brasil: Localizado também na avenida principal de Itacaré é um ótimo lugar para comer uma pizza e tomar alguns drinks. Fomos lá duas vezes comer pizza e tomas as deliciosas caip vodkas!!! Para quem não que comer pizza tem outras opções de saladas e carnes. Ótimo atendimento e aceita cartões de crédito e débito.

Flor de Sal: Restaurante já um pouco fora da avenida principal, fica na chamada Passarela da Vila e fomos pelas indicações nos sites de avaliação. O restaurante é de um mineiro que também é o chef de cozinha. O lugar super agradável, bem decorado, arejado, amplo e com a comida deliciosa e o atendimento ótimo. Neste dia ficamos sem saber o que pedir, de tantas boas opções, mas resolvemos pelo risoto de cogumelos com tornedor e um fetuccine Alfredo, acompanhado de um bom vinho tinto e a sobremesa um delicioso tiramissu! Eu brinquei que não tem como a comida ser ruim, já que o chef é mineiro e realmente, os legumes vieram no ponto correto e a carne também!!! Muito bom e super indico. Também aceita cartões de crédito e débito.

Passeios em Itacaré

Praias urbanas: conhecidas como praias urbanas, as praias do centro, localizadas bem perto da rua principal Pituba, foram nosso primeiro passeio. Indico ir em duas:  Tiririca (foto direita) a minha favorita, mais bem cuidada, limpa e mais bem frequentada, tem vendedores ambulantes de coco, cerveja, açaí, etc, mas que não aceitam cartão.
A segunda indicação das praias urbanas é a Ribeira (foto esquerda) que tem uma estrutura melhor de restaurante e aceita cartão, mas nos finais de semana fica mais cheia com nativos, eu achei um pouco mal frequentada.


Rafting: no segundo dia, fomos nos aventurar no rafting. Contratamos o passeio com a Ativa Rafting, indicada pelo dono da pousada. Pagamos o valor de R$230,00 o casal, com direito a um CD com as fotos do passeio. Existem outras empresas, mas a Ativa Rafting já é uma empresa conhecida e possui uma estrutura melhor com banheiro e lanchonete na base e que fica a beira do rio, as demais, a base não fica perto do rio.Acho que vale muito fazer o passeio, é uma aventura e tanto, mas achei muito seguro. Demos um pouco de azar porque tinha chovido uns dias antes e o rio estava cor de barro, mas o normal é o rio transparente. Antes de descer o rio são dadas instruções importantes de segurança e de como guiar o bote. Importante ir calçado e levar uma peça de roupa seca para trocar na
volta.

4 praias (Engenhoca, Havaizinho, Camboinha e Itacarezinho): um passeio delicioso que dura o dia inteiro, mas vale muito a pena. Para quem tiver oportunidade o ideal é alugar um carro para fazer esse passeio, para ficar o tempo que quiser em cada praia. As praias são as mais bonitas de Itacaré, simplesmente belíssimas!!!! O trajeto é de carro até chegar na trilha que leva à praia da Engenhoca. O passeio termina na cachoeira de Tijuípe.

Praia da Engenhoca: nossa primeira praia do passeio. Para chegar lá fazemos uma caminhada de 15 minutos por uma trilha. A praia é linda e ótima para banho, ficamos por lá por uma hora. Lá tem uma barraca que vende água de coco, açaí e tapiocas. Os surfistas também gostam dessa praia porque um lado da praia formam boas ondas.

Praia de Havaizinho: o lugar faz valer o nome, é lindo e as noivas adoram o lugar para tirar fotos, no dia que fomos dois casais estavam lá fotografando. É uma praia pouco frequentada devido a pequena faixa de areia, exceto na maré seca, e também por ter muitos recifes, além de ondas fortes. Lá tem os vendedores de bebidas e água coco. Ficamos muito pouco tempo mesmo, foi só de passagem e parada para tirar fotos da belíssima paisagem e seguimos com destino à praia de Itacarezinho, mas passando antes pela praia de Camboinha.

Praia de Camboinha: seguindo o caminho pela trilha, chegamos à praia de Camboinha, uma praia mais simples, com mar mais tranquilo e estava mais cheia. Fizemos uma parada só para descansar da caminhada, alguns aproveitaram para entrar no mar, ou tomar uma bebida, lá tem uma barraca que serve almoço e bebidas, e logo seguimos em frente pela caminhada mais longa até Itacarezinho.

Praia de Itacarezinho: A trilha para chegar até lá é bem ingrime, mas vale muito a pena a vista que vimos do alto!!! A praia é longa, cheia de coqueiros e com extensa faixa de areia. O mar tem locais bons para banhista, mas tem também uma parte que o mar fica com ondas mais altas. As opções de compra de bebidas são poucas, mas a melhor é a Itacarezinho restaurante, com uma ótima estrutura de restaurante, banheiros, quiosques. Para ficar lá tem que pagar o valor mínimo de consumação por pessoa de R$50,00, que não da para muita coisa com a cerveja 600 ml a R$16,00, água de coco R$10,00 e uma isca de peixa R$65,00, mas ainda sim acho que vale a pena o conforto. É a única das 4 praias que o carro chega até ela, inclusive tem estacionamento e foi de lá que o carro pegou a gente para ir embora. Com certeza a melhor praia de Itacaré.


Cachoeira do Tijuípe: antes de voltarmos para casa, após conhecer as 4 praias, tem uma parada na cachoeira do Tijuípe. Fazemos uma pequena caminha até chegar no local da cachoeira que é uma propriedade privada, com restaurante e várias piscinas naturais. Eu não curto muito cachoeiras, mas como já estava no caminho, tinha que conhecer também. A cachoeira é muito bem cuidada, só não tem as quedas de água, somente as piscinas naturais. Paga-se um valor para entrar, em média de R$5,00. Nas trilhas que existe dentro da área da cachoeira deve-se tomar cuidado com cobras e outros bichos, tivemos o prazer de ver uma cobra caindo da árvore.


4 ilhas (Goió, Campinho, Pedra Furada e Barra Grande): Um passeio muito cansativo, se eu soubesse não teria feito. O passeio dura o dia todo e um bom tempo é de locomoção. Para começar saímos de carro até Camumu, local onde pegamos a escuna, que por sinal muito barulhenta e que anda bem devagar. Com a tentativa de querer animar eles colocam musicas regionais, que eu por exemplo não sou muito fã, ainda mais no volume tão alto. Indico levar lanches e bebidas porque o passeio é muito longo e as ilhas não possuem estrutura boa para comer. Eu não indico o passeio, a não ser que tenha uma lancha rápida para ir nas ilhas e fazer o seu tempo da forma que quiser, caso contrário não percam o seu dia. A primeira ilha é a do Goió e a última a de Barra Grande. O percurso pode variar de acordo com a agência.

Ilha do Goió: Foi a nossa primeira parada. O nome da ilha é o nome do seu proprietário e único morador da ilha. Não é uma ilha muito grande, mas com uma vista muito bonita, acho que poderia ser mais bem cuidada. Não precisa pagar para entrar, o dono só exige que o trate bem e que o cumprimente, caso contrário ele fica mau humorado. Para quem quiser tomar alguma coisa tem o bar dele, que serve também alguns petiscos. Neste local ficamos por 1 hora, mas acho que 30 minutos era o suficiente. É um bom lugar para nadar também por não ser fundo ao redor da ilha.

Ilha do Campinho: Essa parada ficamos também 1 hora, e também acho que podia ser só 30 minutos porque é uma região mais funda e só nada quem sabe mesmo, a parte mais rasa tem em média 2 metros, além de não tem opção de comprar bebida e comida. A paisagem é muita bonita, isso só vale a pena.

Ilha da Pedra Furada: Nessa hora eu já estava morrendo de fome, porque fomos os  únicos a não levar lanche, não fomos bem orientados pela agência. Quando chegamos nessa ilha, temos duas opções, ficar na parte de acesso comum ou pagar R$5,00 para conhecer a tal pedra furada. Como já estávamos lá, pagamos os R$5,00 e entramos para ver e tirar foto da pedra furada. O próprio guia do barco fala um pouco das pedras, explica que tem alguns nomes diferentes, algumas pedras que formam algumas imagens, nada de muito interessante.

Ilha Barra Grande: A última e maior ilha do passeio e a parada do almoço. Tem que pagar R$3,00 pra entrar. No caminho para ilha, o guia do barco nos mostra o cardápio e tentam já vender o almoço de determinado restaurante, é claro que não caímos nessa, e para variar não era a melhor opção do lugar para almoço e o preço que parecia bom ficou caro. Na verdade acho que lá não tem nenhum lugar bom para almoçar, nós optamos por comer um tira gosto e fizemos hora até dar o horário de ir embora. Foram 2 horas nessa ilha, 1 hora seria mais que o suficiente.

Essa foi nossa ida em Itacaré, lugar belíssimo e de muito fácil acesso. Voltarei com certeza!!!